PARTES CORTADAS DO LIVRO

LUA NOVA

Lua Nova - NARCTICOS

Voc ir reconhecer essa cena do final do Capitulo Dois de Lua Nova. Somente algumas falas so diferentes. No primeiro rascunho, Carlisle deu a Bella medicamentos
para a dor de seus ferimentos e ela teve uma reao pouco comum.
Porque esse ponto de vista/ngulo foi cortado? Primeiro, meus editores acharam que o humor/temperamento/clima estava errado (eu tento fazer piada de tudo, eles tentam
me conter). Segundo, eles no acharam que a reao de Bella era realstica. A piada est neles, porque essa historia  baseada em uma experincia real de vida (no
minha, dessa vez).

Desmoronei no meu travesseiro, respirando profundamente, minha cabea girando. Meu brao no doa mais, mas eu no sabia se era devido aos medicamentos ou ao beijo.
Puxava alguma coisa pela minha memria, evasiva, pelas beiradas...
"Me desculpa" ele disse, e tambm estava ofegante. "Isso passou dos limites"
Para minha prpria surpresa, eu sorri. "Voc  engraado," Eu murmurei e sorri novamente.
Ele ergueu as sobrancelhas para mim na escurido. Ele parecia to srio. Era engraado.
Cobri minha boca para esconder a risada e Charlie no ouvir.
"Bella, voc alguma vez j tomou Percocet?"
"Eu acho que no," Eu sorri. "Por que?"
Ele rolou os olhos e eu no conseguia parar de rir.
"Como est seu brao?"
"Eu no o sinto. Ele ainda est aqui?"
Ele suspirou, eu ainda sorria. "Tente dormir, Bella."
"No, eu quero que voc me beije de novo."
"Voc est superestimando meu auto-controle."
Eu bufei "O que est te perturbando mais, meu sangue ou meu corpo?" Minha pergunta me fez rir.
" apertado." Ele deu um breve sorriso, a despeito de si mesmo. "Nunca tinha te visto drogada. Voc  bastante divertida."
"Eu no estou alta/drogada." Eu tentei abafar os risos para provar.
"V dormir.", ele sugeriu.
Eu percebi que estava fazendo papel de boba, o que no era incomum, mas mesmo assim vergonhoso, ento tentei seguir seu conselho. Eu descansei minha cabea em seu
ombro novamente e fechei meus olhos. Hora ou outra os risos escapavam. Mas isso se tornou menos freqente a medida que o medicamento me levava a adormecer.

Eu me sentia absolutamente horrvel pela manh. Meu brao queimava e minha cabea doa. Edward disse que eu estava de ressaca e recomendou Tylenol ao invs de Percocet
antes de beijar minha testa rapidamente e pular pela janela. Percebi que seu rosto estava sem expresso e distante. Eu estava com tanto medo das concluses que ele
possa ter tirado durante a noite enquanto ele me via dormindo. A ansiedade parecia aumentar a intensidade do barulho em minha cabea.

Tomei uma dose dupla de Tylenol, jogando o pequeno frasco de Percocet na lixeira do banheiro.

New Moon - Eplogo - Humano

Esse era um daqueles raros dias ensolarados, o meu tipo menos favorito de dia. Mas Edward no podia cumprir a promessa dele a cada minuto. Ele tinha necessidades.
-Alice podia ficar de novo-, ele ofereceu, tarde na sexta a noite. Eu podia ver a ansiedade por trs de seus olhos, o medo de que eu fosse enlouquecer quando ele
me deixasse sozinha e fosse fazer alguma coisa louca. Como recuperar a minha moto de La Push, ou brincar de roleta Russa com a pistola de Charlie.
-Eu vou ficar bem-, eu disse, com uma falsa confiana. Tantos meses de mentiras haviam aprimorado as minhas habilidades de enganar. -Vocs todos precisam comer tambm.
Ns podemos muito bem voltar  nossa rotina-.
Quase tudo estava de volta ao normal, em menos tempo do que eu teria acreditado que fosse possvel. O hospital havia recebido Carlisle de volta com braos ansiosos,
sem nem sequer se incomodar em ouvir a mentira deles sobre Esme ter achado a vida de Los Angeles de muito pouco gosto. Graas ao teste de Clculo que eu perdi enquanto
estava no exterior, Alice e Edward estavam em melhor forma pra se formarem do que eu estava no momento. Charlie no estava feliz comigo,nem falando com Edward, mas
pelo menos Edward j podia entrar na casa de novo. S que eu no podia sair dela.
-De qualquer forma, eu tenho todos esses ensaios pra escrever-, eu suspirei, acenando na direo da pilha de inscries pra faculdade. Edward havia arrumado uma
de todas as faculdades satisfatrias que ainda estivessem com o prazo aberto na minha mesa. -Eu no preciso de distraes-. 
-Isso  verdade-, ele disse com severidade de brincadeira. -Voc tem muitas coisas pra te manter ocupada. E eu vou voltar quando estiver escuro novamente-. 
-Pode demorar-, eu o disse levemente, e fechei meus olhos como se estivesse cansada. Eu estava tentando convence-lo de que acreditava nele, o que era verdade. Ele 
no precisava saber sobre os pesadelos de zumbis. Eles no se tratavam de no confiar nele, era comigo mesma que eu no podia contar. 
Charlie ficou em casa, que no era normal para um sbado  noite. Eu trabalhei nas inscries na mesa da cozinha, pra que ele pudesse manter um olho em mim com mais 
facilidade. Mas eu estava cansada de ver, e ele raramente deixava a TV pra vir ver se eu ainda estava l. 
Eu tentei me concentrar nos formulrios e perguntas, mas era difcil. De vez em quando eu me sentia solitria; a minha respirao espetava e eu tinha que lutar pra 
me acalmar. Eu me senti como um pequeno motor que podia de novo e de novo eu tive que dizer a mim mesma, voc pode fazer isso, voc pode fazer isso, voc pode fazer 
isso. 
Ento, quando a campainha da porta tocou, a distrao foi mais que bem-vinda. Eu no tinha idia de quem pudesse ser, mas eu no me importava de verdade. 
-Eu atendo!- eu me apressei me levantando da mesa num flash. 
-Okay-, Charlie disse ausentemente. Enquanto eu passava apressada pela sala de estar, ficou claro que ele no tinha se movimentado um centmetro. 
Eu j estava com um sorriso de alvio e boas-vindas no meu rosto, pronta pra fascinar os vendedores de porta em porta das Testemunhas de Jeov.

New Moon - Bolsa de Estudos

Essa  a maior seo que eu cortei de New Moon;  a maior parte do captulo seis original ("Declarao", naquela poca), alm de sete cenas curtas que continuam 
o enredo de "bolsa de estudos" no romance, e at o final dele. Eu achava que ele era meio engraado, mas os meus editores discordaram. Ela no era necessria, ento 
foi sacrificada no altar da edio. 

Cena um: o dia depois que Bella vai ao filme de zumbi com Jssica.

Eu ainda sentia saudade de Phoenix em raras ocasies, quando era provocada. Agora, por exemplo, enquanto eu me dirigia ao Banco Federal de Forks para depositar meu 
chegue de pagamento. O que eu no daria pela convenincia de um caixa-automtico drive in. Ou pelo menos, a anonimidade de um estranho do outro lado da mesa. 
"Boa tarde, Bella", a me de Jssica me saudou.
"Oi, Sra. Stanley".
" to bom que voc pode sair com Jssica na noite passada. J fazia tanto tempo."

Ela fez um barulhinho com a lngua para mim, sorrindo para tornar o som amigvel. Alguma coisa na minha expresso devia estar desligada, porque o sorriso endureceu 
de repente, e ela passou a mo nervosamente pelo cabelo, onde ela ficou presa por um minuto; o cabelo dela era to encaracolado quanto o de Jssica, e ela ps laqu 
at que ele ficasse arrumado em um monte duro de anis rgidos. 
Eu sorri de volta, me dando conta de que estava um segundo atrasada. O meu tempo para reaes estava enferrujado.
"", eu disse, no que eu esperava que fosse um tom socivel. "Eu estive muito ocupada, sabe. Escola... trabalho..." Eu lutei pra pensar em alguma outra coisa pra 
adicionar  minha lista curta, mas no encontrei nada.
"Claro", ela sorriu mais calidamente, provavelmente feliz por minha resposta parecer normal e bem-ajustada. 
De repente me ocorreu que eu podia no estar apenas brincando comigo mesma quando pensei no motivo por trs do sorriso dela. Quem sabe o que Jssica contou a ela 
sobre a noite passada. O que quer que tenha sido, no foi completamente falso. Eu era a filha da ex-excntrica de Charlie - insanidade pode ser gentica. Antiga 
associada aos esquisites de Forks; eu pulei essa parte rapidamente, me encolhendo. Recente vtima de um coma ambulante. Eu decidi que esse era um argumento bastante 
bom para a minha loucura, sem nem sequer contar as vozes que eu ouvia agora, e eu me perguntei se a Sra. Stanley realmente pensava isso.
Ela deve ter visto a especulao nos meus olhos. Ela desviou o olhar rapidamente, olhando para as janelas atrs de mim.
"Trabalho", eu repeti, chamando a ateno dela de volta enquanto colocava meu cheque em cima do balco. "Que  porque eu estou aqui,  claro".
Ela sorriu de novo. O batom dela estava rachando enquanto o dia progredia, e estava claro que ela havia desenhado os lbios muito mais cheios do que eles eram na 
realidade.
"Como esto as coisas no Newton's?" ela perguntou brilhantemente.
"Bem. A temporada est comeando", e disse automaticamente, apesar de que ela dirigia pelo estacionamento do Pacific Outfitter's todo dia - ela teria visto os carros 
que no eram conhecidos. Ela provavelmente sabia mais sobre as quedas e os aumentos no ramo dos mochileiros do que eu.
Ela balanou a cabea ausentemente enquanto olhava para as teclas do computador na frente dela. Meus olhos passearam pelo balco marrom escuro, com as suas linhas 
muito "anos-setenta" de laranja brilhante rodeando as bordas. As paredes e o carpete haviam sido atualizados para um tom mais neutro de cinza, mas o balco denunciava 
a decorao original do prdio.
"Hmmm", o murmrio da Sra. Stanley foi um guincho mais alto do que o normal. Eu olhei de volta pra ela, apenas meio interessada, me perguntando se havia uma aranha 
em cima da mesa que havia assustado ela.
Mas os olhos dela ainda estavam grudados na tela do computador. Agora os dedos dela estavam imveis, a expresso dela estava surpresa e desconfortvel. Eu esperei 
mas ela no disse mais nada.
"H algo errado?" Os Newton estavam tentando passar cheques sem fundo?
"No, no", ela murmurou rapidamente, olhando para mim com um estranho brilho nos olhos. Ela parecia estar reprimindo algum tipo de excitao. Aquilo me fez lembrar 
de Jssica quando ela tinha alguma nova fofoca que estava morrendo pra dividir.
'Voc gostaria de imprimir o seu saldo?" A Sra. Newton perguntou ansiosamente. Isso no era meu hbito - minha conta crescia to lentamente que no era difcil fazer 
os clculos na minha cabea. Mas a mudana de tom dela me deixou curiosa. O que havia na tela do computador que fascinou ela?
"Claro", eu concordei.
Ela bateu numa tecla, e a impressora rapidamente cuspiu o curto documento.
"Aqui est". Ela arrancou o papel com tanta gana que ele se partiu no meio. 
"Oops, eu lamento por isso". Ela passou o olhar por cima da mesa, sem encontrar o meu olhar curioso, at que ela encontrou um rolo de fita adesiva. Ela grudou os 
dois pedaos de papel e o atirou pra mim.
"Er, obrigada", eu murmurei. Com a folha na mo, eu me virei e caminhei para a porta da frente, dando uma olhada para ver se eu descobria qual era o problema da 
Sra. Stanley.
Eu achava que a minha conta devia estar e torno de mil quinhentos e trinta e cinco dlares. Eu estava errada, eram trinta e seis dlares e cinqenta centavos, e 
no trinta e cinco.
E tambm haviam vinte mil dlares extras.
Eu congelei onde estava, tentando entender os nmeros. A conta estava vinte mil dlares mais alta antes do meu depsito de hoje, que havia sido depositado corretamente.
Por um breve minuto eu considerei a idia de fechar a minha conta imediatamente. Mas, suspirando uma vez, eu voltei para o balco onde a Sra. Stanley estava esperando 
com olhos brilhantes, interessados.
"H algum tipo de erro com o computador, Sra. Stanley", eu disse a ela, entregando o pedao de papel de volta pra ela. "Deveriam haver apenas mil quinhentos e trinta 
e seis e cinqenta centavos."
Ela sorriu conspiradoramente. "Eu achei que parecia um pouco estranho". 
"S nos meus sonhos, n?" Eu ri de volta, impressionando a mim mesma com a normalidade do meu tom. 
Ela digitou bruscamente.
"Eu vejo o problema aqui... a trs semanas atrs aparece um depsito de vinte mil dlares feito por... hmmm, pelo que parece foi outro banco. Eu imagino que eles 
tenham colocado os nmeros errados."
"Quantos problemas eu vou ter se fizer um saque?" Eu brinquei.
Ela gargalhou ausentemente enquanto continuava a digitar.
"Hmmm", ela disse de novo, a testa dela enrugando em trs buracos fundos. "Parece que foi uma transferncia de outro estado. Ns no recebemos muitas dessas. Quer 
saber? Eu vou fazer a Sra. Gerandy dar uma olhada nisso..." A voz dela foi desaparecendo enquanto ela se virava pra longe do computador, o pescoo dela se curvando 
para olhar pela porta aberta atrs dela.
"Charlotte, voc est ocupada?" ela chamou.
No houve resposta. A Sra. Stanley entendeu isso e caminhou rapidamente para a porta traseira onde os escritrios deviam ser.
Eu procurei por ela por um minuto, mas ela no reapareceu. Eu me virei e olhei ausentemente pelas janelas da frente, olhando a chuva caindo nos vidros. A chuva corria 
em correntes imprevisveis, s vezes descendo torta, por causa do vento. Eu no prestei ateno no tempo enquanto esperava. Eu tentei deixar a minha mente flutuar 
em branco, pensando em nada, mas eu no parecia ser capaz de voltar aquele estado de semi-conscincia.
Eventualmente eu ouvi vozes atrs de mim de novo. Eu me virei pra ver a Sra. Stanley e a esposa do Dr. Gerandy entrando na sala da frente com o mesmo sorriso educado 
nos seus rostos.
"Desculpa por isso, Bella", a Sra. Gerandy. "Eu devo ser capaz de dar um jeito nisso com um telefonema bem rpido. Voc pode esperar se quiser". Ela fez um gesto 
para uma fileira de cadeiras de madeiras contra uma parede. Parecia que elas pertenciam a sala de jantar de algum.
"Okay", eu concordei. Eu caminhei at as cadeiras e me sentei bem no meio, de repente desejando ter um livro. J fazia algum tempo que eu no lia, fora da escola. 
E mesmo assim, quando alguma histria de amor ridcula fazia parte do currculo, eu trapaceava com sinopses. Era um alivio estar trabalhando com Animal Farm agora. 
Mas tinham que haver outros livros seguros. Aventuras polticas. Mistrios de assassinatos. Assassinatos violentos no eram problema; contanto que no houvesse nenhum 
enredo romntico choroso envolvido. 
Levou tempo suficiente pra eu ficar irritada. Eu estava cansada de olhar para a sala cinzenta chata, sem nenhum quadro para aliviar as paredes vazias. Eu no conseguia 
ver a Sra. Stanley enquanto ela remexia uma pilha de papis, parando de vez em quando para dar entrada em alguma coisa no computador - ela olhou pra mim uma vez, 
e quando encontrou meu olhar ela pareceu desconfortvel e derrubou um arquivo. Eu podia ouvir a voz da Sra. Gerandy, um murmrio fraco vindo da sala traseira, mas 
no era claro o suficiente pra me dizer nada, alm de que ela tinha mentido em relao ao tempo necessrio na ligao. Havia um limite de tempo no qual se podia 
esperar que uma pessoa ficasse com a mente em branco, e se aquilo no acabasse logo, eu no ia ser capaz de evitar. Eu ia ter que pensar. Eu entrei em pnico silenciosamente, 
tentando imaginar um assunto seguro pra pensar.
Eu fui salva pela reapario da Sra. Gerandy. Eu sorri gratamente pra ela quando ela enfiou a cabea pela porta, seu cabelo grosso, cor de neve, chamando minha ateno 
imediatamente.
"Bella, voc se importaria em se juntar a mim?" ela perguntou, e eu me dei conta de que ela tinha o telefone grudado no ouvido. 
"Claro", eu murmurei enquanto ela desaparecia. 
A Sra. Stanley teve que destrancar a meia porta no final do balco para que me deixar passar. O sorriso dela era ausente, ela no encontrou meus olhos. Eu tinha 
certeza absoluta de que ela estava planejando ouvir atrs da porta.
Minha mente correu pelas possibilidades concebveis enquanto eu me apressava para o escritrio.
Algum estava lavando dinheiro pela minha conta. Ou talvez Charlie estivesse recebendo suborno, e eu estava estragando o disfarce dele. No entanto, quem teria tanto 
dinheiro assim para subornar Charlie? Talvez Charlie estivesse na mfia, e usando minha conta para fazer lavagem de dinheiro. No, eu no conseguia imaginar Charlie 
na mfia. Talvez fosse Phil. Quo bem ns conhecamos Phil, afinal de contas?

A Sra. Gerandy ainda estava no telefone, e ela fez um gesto com o queixo em direo a cadeira dobrvel de metal que ficava de frente para a mesa dela. Ela estava 
rabiscando apressadamente na parte de trs de um envelope. Eu sentei, me perguntando se Phil tinha um passado obscuro, e se eu ia parar na cadeia.
"Obrigada, sim. Eu acho que isso  tudo. Sim, sim. Muito obrigada por sua ajuda", a Sra. Gerandy desperdiou um sorriso para o receptor do telefone antes de desligar. 
Ela no parecia estar com raiva ou sombria. Mais pra excitada e confusa. Isso me lembrou da Sra. Stanley no corredor. Por um segundo eu pensei em pular pela porta 
e assustar ela.
Mas a Sra. Gerandy falou.
"Bem, eu acho que tenho boas notcias para voc... Apesar de no conseguir imaginar voc pode no ter sido informada disso". Ela me encarou criticamente, como se 
ela estivesse esperando que eu desse um tapa na minha testa e dissesse, oh, ESSES vinte mil. Eu esqueci completamente!
"Boas notcias?" Eu testei. As palavras implicavam que esse erro era complicado demais pra ela desvendar, e ela tinha a impresso de que eu era mais rica do que 
ns pensvamos alguns minutos atrs. 
"Bem, se voc realmente no sabe... parabns ento! Voc ganhou uma bolsa de estudos de..." ela olhou para suas anotaes rabiscadas "o Fundo do Pacfico Noroeste".
"Uma bolsa de estudos?" eu repeti sem acreditar.
"Sim, isso no  excitante? Minha nossa, voc poder ir pra qualquer faculdade que quiser!"
Foi precisamente nesse momento, enquanto ela balbuciava alegremente pela minha boa sorte, que eu soube exatamente de onde tinha vindo o dinheiro. Apesar da repentina 
onda de raiva, suspeita, ultraje e dor, eu tentei falar calmamente.
"Uma bolsa de estudos que deposita vinte mil dlares na minha conta", eu notei. "Ao invs de pagar isso a escola. Sem ter nenhuma forma de se certificar de que eu 
vou usar o dinheiro para a escola". 
Minha reao fez ela corar. Ela pareceu ofendida pelas minhas palavras.
"Seria muito pouco sbio no usar esse dinheiro com os fins que foram propostos pra ele, Bella, querida. Essa  uma chance nica na vida". 
" claro", eu disse amargamente. "E esse Fundo do Pacfico Noroeste mencionou porque eles me escolheram?"
Ela olhou pra suas anotaes de novo, uma pequena careta no rosto por causa do meu tom. 
" um grande prestigio - eles no do essa bolsa de estudo todos os anos".
"Aposto que no".
Ela olhou pra mim e desviou o olhar rapidamente. "O banco em Seattle que gerencia o fundo me passou para o homem que administra as entregas as bolsas de estudos. 
Ele disse que essa bolsa de estudos  dada baseada em mrito, gnero e locao. Ela  direcionada a estudantes do sexo feminino de cidades pequenas que no tem as 
oportunidades disponveis em uma cidade maior".
Parecia que algum estava achando que era engraado.
"Mrito?" eu perguntei desaprovando. "Eu tenho uma mdia de trs ponto sete. Eu posso nomear trs garotas que tem notas melhores que as minhas, e uma delas  Jssica. 
Alm do mais - eu nunca me inscrevi pra essa bolsa de estudos". 
Ela estava muito corada agora, pegando uma caneta e colocando-a na mesa de novo, mexendo no pendente que ela usava entre o dedo e o indicador. Ela procurou nas 
anotaes novamente.
"Ele mencionou isso..." Ela manteve os olhos no envelope, sem ter certeza do que fazer com a minha atitude. "Eles no aceitam inscries. Eles procuram inscries 
rejeitadas por outras bolsas de estudos e escolhem estudantes que eles acham que foram injustamente ignorados. Eles pegaram o seu nome pela inscrio que voc mandou 
para a assistncia financeira baseada em mrito da Universidade de Washington."
Eu senti os cantos da minha boca virando pra baixo. Eu no sabia que aquela inscrio havia sido rejeitada. Era uma coisa que eu tinha enviado h muito tempo atrs, 
antes...
E eu no havia pensado em nenhuma outra possibilidade, apesar de que os prazos estavam passando por mim. Eu no parecia conseguir me focar no futuro. Mas a Universidade 
de Washington era o nico lugar que poderia me manter perto de Forks e de Charlie. 
"Como eles conseguem as inscries recusadas?" Eu perguntei em tom baixo.
"Eu no tenho certeza, querida". A Sra. Gerandy no estava feliz. Ela queria excitao e estava recebendo hostilidade. Eu queria ter alguma forma de explicar que 
a negatividade no era pra ela. "Mas o administrador deixou o nmero dele caso eu tivesse alguma pergunta - voc mesma poderia ligar pra ele. Eu tenho certeza que 
ele poderia te assegurar de que esse dinheiro realmente  para voc". 
Disso eu no tinha dvida.
"Eu gostaria desse nmero".
Ela escreveu rapidamente num pedao amassado de papel. Eu fiz uma nota mental de doar anonimamente um bloco de post-its para o banco.
O nmero era interurbano. "Eu no suponho que ele tenha deixado um endereo de e-mail?" Eu perguntei ceticamente. Eu no queria aumentar a conta telefnica de Charlie.
"Na verdade, ele deixou", ela sorriu, feliz por ter alguma coisa que eu parecia querer. Ela se inclinou na mesa para escrever outra linha no meu borro.
"Obrigada, eu vou entrar em contato com ele assim que chegar em casa". Minha boca era uma linha dura.
"Docinho", a Sra. Gerandy disse hesitantemente. "Voc devia estar feliz por isso.  uma grande oportunidade". 
"Eu no vou pegar vinte mil dlares que eu no mereci", eu respondi, tentando manter o tom de ultraje fora da minha voz.
Ela mordeu o lbio, e olhou para baixo novamente. Ela tambm pensava que eu era maluca. Bem, eu ia fazer ela dizer isso em voz alta.
"O qu?" Eu quis saber.
"Bella..." Ela pausou e eu esperei com o dentes trincados. " substancialmente mais que vinte mil dlares".
"Perdo?" Eu asfixiei. "Mais?"
"Vinte mil  s o pagamento inicial, na verdade. De agora em diante voc ir receber cinco mil dlares todo ms at o final da sua carreira na faculdade. Se voc 
fizer ps-graduao, a bolsa de estudos continuar pagando por ela!" Ela ficou excitada de novo enquanto me dizia isso. 
No incio eu no consegui falar, eu estava lvida demais. Cinco mil dlares por ms por um perodo indeterminado de tempo. Eu queria quebrar alguma coisa.
"Como?" Eu consegui botar pra fora.
"Eu no entendo o que voc quer dizer". 
"Como eu vou ganhar cinco mil dlares por ms?"
"Sero depositados em sua conta aqui", ela respondeu, perplexa.

Houve um breve segundo de silncio.
"Eu vou fechar a conta agora", eu disse numa voz sem vida.
Eu levei quinze minutos para convenc-la de que estava falando srio. Ela tinha um inacabvel suprimento de razes pelas quais isso era uma m idia. Eu discuti 
calorosamente at que me ocorreu que ela estava preocupada em me entregar os vinte mil dlares. As pessoas carregavam tanto assim nas mos?
"Olha, Sra. Gerandy", eu assegurei ela. "Eu s quero sacar os meus mil e quinhentos. Eu apreciaria muito se voc pudesse enviar o restante do dinheiro de volta para 
o lugar de onde ele veio. Eu vou acertar as coisas com esse -" Eu chequei o borro. "- Sr. Isaac Randall. Isso realmente  um erro". 
Isso pareceu relaxar ela.
Cerca de vinte minutos depois, com um rolo de quinze notas de cem, uma de vinte, uma de dez, uma de cinco, uma de um, e cinqenta centavos no meu bolso, eu escapei 
do banco aliviada. A Sra. Stanley e a Sra. Gerandy ficaram lado a lado no balco, olhando para mim com os olhos arregalados.


Cena dois: naquela mesma noite, depois de comprar as motos e visitar Jacob pela primeira vez... 

Eu abri a porta com um chute e puxei o meu fundo para a faculdade do bolso. Ele parecia bem pequeno enrolado como estava na palma da minha mo. Eu o enfiei em uma 
meia sem par e a a enfiei de volta na gaveta de roupas de baixo. Provavelmente esse no era o esconderijo mais original, mas eu ia me preocupar em pensar em algo 
mais criativo mais tarde. 
No meu outro bolso estava o papel amassado com o nmero do telefone de Isaac Randall e o seu endereo de e-mail. Eu o puxei pra fora e o coloquei no teclado do meu 
computador, a apertei o boto, batendo o meu p enquanto a minha tela ligava lentamente. 
Quando eu estava conectada, eu abri a minha conta de e-mail gratuita. Eu procrastinei, demorando pra deletar a montanha de spams que haviam se acumulado desde o 
dia que eu havia escrito pra Rene. Eventualmente eu me livrei desse trabalho, e abri uma caixa de composio nova. 
O endereo de e-mail era para Randall, ento eu presumi que ele ia diretamente para o homem que eu queria. 

Querido Sr. Randall, eu escrevi. 
Eu espero que voc se lembre da conversa que teve esta tarde com a Sra. Gerandy no Banco Federal de Forks. Meu nome  Isabella Swan, e aparentemente voc est com 
a impresso de que eu ganhei uma bolsa de estudos bastante generosa da Compania de Fundos do Pacfico Norte. 
Eu lamento, mas no posso aceitar essa bolsa de estudos. Eu pedi que o dinheiro que eu j recebi fosse mandado de volta para a conta da qual ele veio, e fechei minha 
conta no Banco Federal de Forks. Por favor, premie outro candidato com a bolsa de estudos. 
Obrigada, I. Swan


Eu levei alguns minutos pra faz-lo soar do jeito certo e formal, e inquestionavelmente definitivo. Eu o li duas vezes antes de mand-lo. Eu no tinha certeza sobre 
que tipos de diretrizes o Sr. Randall havia recebido sobre a bolsa de estudos falsa, mas eu no podia ver nenhuma brecha na minha resposta. 

* * *


Cena trs: algumas semanas depois, pouco antes do encontro de Bella e Jacob com as motos... 

Quando eu voltei, eu peguei a correspondncia enquanto entrava. Eu passei rapidamente as contas e as propagandas, at chegar na ltima carta na pilha. 
Era um envelope comercial regular, endereado a mim. O meu nome estava escrito  mo, o que era incomum. Eu olhei com interesse para o endereo do remetente. 
Interesse que rapidamente se transformou em nusea. A carta era do Fundo do Pacfico Norte, do Escritrio de Relocaes de Bolsas de Estudos. No havia nenhum endereo 
de rua embaixo do nome. 
Esse provavelmente era s um reconhecimento formal da minha recusa, eu disse pra mim mesma. No havia nenhuma razo pra me sentir nervosa. Absolutamente nenhuma 
razo, exceto pelo pequeno detalhe que pensar demais em qualquer parte disso me mandaria diretamente para a terra dos zumbis. Somente isso. 
Eu atirei o resto da correspondncia na mesa para Charlie, juntei os meus livros na sala de estar, e corri escadas acima. Uma vez em meu quarto, eu tranquei a minha 
porta e rasguei o envelope. Eu tinha que me lembrar de ficar com raiva. Raiva era a chave. 

Querida Srta. Swan. 
Permita-me parabeniz-la formalmente por ter ganho pelos Fundos do Pacfico Norte a prestigiosa Bolsa de Estudos J. Nicholls. Essa bolsa de estudos no  presenteada 
com muita freqncia, e voc deve ficar orgulhosa de saber que o Comit de Relocaes escreveu o seu nome unanimemente para a honra. 
Houveram algumas pequenas dificuldades nas mones da sua bolsa de estudos, mas por favor no se preocupe. Eu estarei cuidando pessoalmente para que voc seja posta 
pelo mnimo de inconvenientes possvel. Por favor encontre o cheque anexo de vinte mil dlares; o prmio inicial mais a sua primeira mesada mensal. 
Mais uma vez eu te parabenizo pela sua realizao. Por favor aceite os melhores desejos de toda a Corporao do Pacfico Norte para a sua futura careira escolstica. 
Sinceramente, 
I. Randall

Raiva no foi problema nenhum. 
Eu olhei dentro do envelope e, certo o suficiente, havia um cheque l dentro. -Quem so essas pessoas?? Eu rosnei atravs do meus dentes trincados, amassando a carta, 
com uma mo, transformando-a em uma bola apertada. 
Eu marchei furiosamente at a minha lata de lixo, pra encontrar o nmero de telefone do Sr. Randall. Eu no me importava que fosse a longa distncia, essa ia ser 
um conversa muito curta. 
-Oh, merda-, eu assobiei. A lixeira estava vazia. Charlie havia levado o meu lixo pra fora. Eu joguei o envelope com o cheque na minha cama e desamassei a carta 
de novo. Era um papel da companhia, com Departamento de Relocaes de Bolsas de Estudos do Pacfico Norte escrito em um tom escuro de verde no topo, mas no havia 
nenhuma informao, nenhum endereo, nenhum nmero de telefone. 
-Droga...
Eu me sentei na beira da minha cama e tentei pensar claramente. Obviamente, eles iam me ignorar. Eu no tornar os meus sentimentos mais claros, ento no tinha havido 
nenhum erro de comunicao. Provavelmente no faria diferena se eu ligasse. 
Ento s havia uma coisa a fazer. 
Eu re-amassei a carta, amassei tambm o envelope com o cheque, e marchei escadas abaixo. 
Charlie estava na sala de estar, com a TV ligada em alto volume. 
Eu fui at a pia da cozinha, e joguei as bolas de papel l dentro. A, eu procurei dentro da nossa gaveta de coisas diversas at que encontrei uma caixa de fsforos. 
Eu acendi um e o aproximei cuidadosamente em uma das pontas do papel. Eu acendi outro e fiz o mesmo. Eu quase acendi um terceiro, mas o papel estava incendiando 
meramente, ento no havia necessidade de verdade. 
-Bella?- Charlie chamou por cima do som da televiso. 
Eu abri a torneira rapidamente, com uma sensao de satisfao enquanto a fora da gua transformava as chamas em uma meleca achatada e cinzenta. 
-Sim, pai?- Eu joguei os fsforos de volta na gaveta, e a fechei rapidamente. 
-Voc est sentindo cheiro de fumaa?
-No, pai-. 
-Hmph? 
Eu limpei a pia, tendo certeza de que todas as cinzas haviam descido pelo ralo, e a limpei os dejetos, s pra ter certeza. 
Eu voltei para o meu quarto, me sentindo levemente satisfeita. Eles podiam me mandar todos os cheques que quisessem, eu pensei mal humorada. Eu sempre podia comprar 
mais fsforos quando os meus acabassem. 
* * *


Cena quatro: durante o perodo de tempo em que Jacob esteve evitando ela... 

Nos degraus havia um pacote do FedEx. Eu o peguei com curiosidade, esperando um endereo da Flrida, mas ele havia sido mandado de Seattle. No havia nenhum remetente 
no lado de fora da caixa. 
Ele estava endereado a mim, no a Charlie, ento eu o levei at a mesa e rasguei a aba do papelo pra abri-lo. 
Assim que eu vi a logo-marca verde escura do Fundo do Pacfico Norte, eu senti que a minha dor de estmago estava voltando. Eu ca na cadeira mais prxima sem olhar 
para a carta, a raiva se acumulando lentamente. 
Eu no podia nem sequer me fazer l-la, apesar dela no ser longa. Eu a puxei pra fora, a coloquei virada pra baixo em cima da mesa, e olhei relutantemente de volta 
para dentro da caixa, pra ver o que havia embaixo. Era um envelope inchado cor de baunilha. Eu estava com medo de abri-lo, mas com raiva suficiente pra abri-lo com 
um rasgo do mesmo jeito. A minha boca era uma linha dura enquanto eu rasgava o papel sem me preocupar em abrir pela aba. Eu j tinha coisas suficientes pra lidar 
agora. Eu no precisava de lembretes e nem da irritao. 
Eu fiquei chocada, e mesmo assim no fiquei surpresa. O que mais podia ser alm disso, trs bolos grossos de notas, apertados com fora por um elstico de borracha. 
Eu no precisava olhar as denominaes. Eu sabia exatamente o quanto eles estavam tentando forar s minhas mos. Seriam trinta mil dlares. 
Eu levantei o envelope lentamente enquanto me levantava, e me virei pra joga-lo na pia. Os fsforos estavam no topo da gaveta de bobagens, exatamente onde eu os 
havia deixado da ltima vez. Eu tirei um e o acendi. 
Ele queimava mais e mais perto dos meus dedos enquanto eu encarava o envelope odioso. Eu no conseguia fazer os meus dedos soltarem ele. Eu larguei o fsforo antes 
que ele me queimasse, o meu rosto se transformando em uma careta de desgosto. 
Eu peguei a carta de cima da mesa, amassando-a em uma bola e atirando-a no outro recipiente da pia. Eu acendi outro fsforo e o joguei no papel, olhando com uma 
satisfao maliciosa enquanto ele queimava. Um aquecimento. Eu acendi outro fsforo. De novo, eu o segurei, queimando, acima do envelope. De novo, ele queimou quase 
at os meus dedos antes que eu o atirasse nas cinzas da carta. Eu simplesmente no conseguia me fazer queimar trinta mil dlares. 
Ento o que eu ia fazer com isso? Eu no tinha nenhum endereo pra mand-lo de volta? Eu tinha certeza de que essa companhia nem existia de verdade. 
E a me ocorreu que eu tinha um endereo. 
Eu joguei o dinheiro de volta na caixa do FedEx, arrancando a etiqueta pra que se algum chegasse a descobri-lo, fosse impossvel liga-lo a mim, e andei de volta 
at a minha caminhonete, murmurando incoerentemente no caminho. Eu prometi a mim mesma que eu ia fazer uma coisa especialmente descuidada com a minha moto essa semana. 
Eu ia fazer acrobacias como uma dubl se fosse preciso. 
Eu odiei cada centmetro do caminho enquanto eu vagava por entre as rvores obscurecidas, apertando os meus dentes at que a minha mandbula estava doendo. Os pesadelos 
iam ser ferozes essa noite, fazer isso era pedir que isso acontecesse. As rvores se abriam entre as samambaias, e eu dirigi raivosamente por elas, deixando uma 
fila dupla de gravetos quebrados, escoados atrs de mim. Eu parei perto dos degraus da frente, colocando a marcha em ponto morto. 
A casa parecia exatamente a mesma, dolorosamente vazia, morta. Eu sabia que estava projetando os meus prprios sentimentos na aparncia dela, mas isso no mudou 
a forma como ela parecia pra mim. Sendo cuidadosa pra no olhar pra fora pela janela, eu caminhei at a porta da frente. Eu desejei desesperadamente ser um zumbi 
novamente s por um minuto, mas a entorpecncia j tinha passado da validade h muito tempo. 
Eu coloquei a caixa cuidadosamente na entrada da casa abandonada, e me virei pra ir embora. 
Eu parei no primeiro degrau. Eu no podia simplesmente deixar uma pilha de dinheiro na frente da porta. Isso era quase to ruim quanto queim-lo. 
Com um suspiro, mantendo os meus olhos baixos, eu me virei de volta e peguei a caixa ofensiva. Talvez eu pudesse simplesmente doa-lo pra uma boa causa. Uma caridade 
pra pessoas com doenas sanguneas, ou algo assim. 
Mas eu estava balanando a cabea enquanto voltava para a caminhonete. Esse era o dinheiro dele, e, maldio, ele ia ficar com ele. Se ele fosse roubado na frente 
da casa dele, era culpa dele, no minha. 
A minha janela estava aberta, e ao invs de sair, eu simplesmente atirei a caixa com toda fora que podia em direo  porta. 
Eu nunca tive a melhor mira. A caixa bateu com fora na janela da frente, deixando um buraco to grande que parecia que eu havia atirado uma mquina de lavar. 
-Aw, merda! - Eu asfixiei alto, cobrindo meu rosto com as mos. 
Eu devia saber que no importava o que eu fizesse, eu simplesmente ia piorar as coisas. Eu estava apenas devolvendo a propriedade dele. Era problema dele que ele 
tivesse transformado isso numa tarefa to difcil. Alm do mais, o som do vidro quebrando foi meio legal... Ele me fez sentir um pouco melhor de uma forma perversa. 
Eu no me convenci de verdade, mas eu tirei a caminhonete do ponto morto e fui embora mesmo assim. Isso era o mais perto que eu podia chegar de devolver o dinheiro 
pra onde ele pertencia. E agora eu tinha uma boa entrada pra caixas para a prestao do ms que vem. Era o melhor que eu podia fazer. 
Eu repensei isso centenas de vezes de chegar em casa. Eu procurei na lista telefnica procurando por vidraceiros, mas no haviam estranhos a quem eu pudesse pedir 
ajuda. Como era que eu ia explicar o endereo? Ser que Charlie teria que me prender por vandalismo? 
* * *

Cena cinco: a primeira noite que Alice retorna depois de ver Bella cometendo suicdio... 

-Jasper no quis vir com voc?-. 
-Ele no aprova que eu esteja interferindo.
Eu funguei. 
-Voc no  a nica-. 
Ela enrijeceu, e depois relaxou.
 -Isso tem alguma coisa a ver com o buraco na janela da frente da minha casa e a caixa cheia de notas de cem dlares no cho da sala de estar?
-Tem?- Eu disse raivosamente. -Eu lamento pela janela. Aquilo foi um acidente.
-Com voc geralmente . O que foi que ele fez?- 
-Uma coisa chamada O Fundo do Pacfico Norte me deu um prmio muito estranho e uma bolsa de estudos persistente. No foi um disfarce muito bom. Quer dizer, eu no 
consigo imaginar que ele queria que eu soubesse que era ele, mas eu espero que ele no pense que eu sou to estpida. 
-Ora, aquele grande trapaceiro...- Alice murmurou. 
-Exatamente.
-E ele me disse pra no olhar. - Ela balanou a cabea irritada. 

* * *


Cena seis: com Edward na noite depois da Itlia, no quarto de Bella... 

-Ser que existe uma razo pela qual o perigo no pode resistir a voc mais do que eu?- 
-O perigo no tenta-, eu murmurei. 
- claro, parece que voc andou procurando o perigo ativamente. O que voc estava pensando, Bella? Eu vi na cabea de Charlie a quantidade de vezes que voc esteve 
no pronto-socorro. Eu mencionei que estou furioso com voc?
A voz baixa dele parecia mais dolorida do que furiosa. 
-Por qu? No  da sua conta. - eu disse, envergonhada. 
-Na verdade, eu me lembro especificamente de voc prometendo que no faria nada descuidado.
A minha rplica foi rpida. 
-E voc no prometeu que no ia interferir?
-Antes de voc comear a passar dos limites? - ele qualificou cuidadosamente. -Eu estava mantendo a minha parte do acordo. 
-Oh,  mesmo? Trs palavras, Edward: Fundo. Pacfico. Norte.
Ele ergueu a cabea pra olhar pra mim; a expresso dele estava toda confusa e inocente- inocente demais. Isso era uma denncia por si s. 
-Isso devia significar alguma coisa pra mim?? 
-Isso  insultante.- Eu reclamei. -Quo estpida voc acha que eu sou?
-Eu no fao idia do que voc est falando. - Ele disse, com os olhos arregalados. 
-Que seja.- eu rosnei. 


* * *

Cena sete, a concluso dessa seqncia: naquela mesma noite/manh, quando eles chegaram na casa dos Cullen para a votao... 

De repente, a luz da varanda de acendeu, e eu pude ver Esme de p na porta. Seu cabelo esvoaante e caramelado estava preso pra trs, e ela tinha uma espcie de 
esptula na mo. 
-Esto todos em casa?- Eu perguntei esperanosamente enquanto subamos os degraus. 
-Sim, eles esto.- Enquanto ele falava, as janelas abruptamente se encheram de luz. Eu olhei atravs da mais prxima delas pra ver quem havia reparado em ns, mas 
a panela com uma gosma grossa, cinza que estava no aparador da frente me chamou a ateno. Eu olhei para a macia perfeio do vidro, e me dei conta do que Esme estava 
fazendo na varanda com uma esptula. 
-Oh, droga, Esme! Eu lamento muito por essa janela! Eu ia... -
-No se preocupe com isso!- Ela interrompeu com uma risada. -Alice me contou a histria, e eu tenho que dizer, eu no te culparia se voc tivesse feito de propsito. 
- Ela encarou o filho, que estava me encarando. 
Eu ergui uma sobrancelha. Ele desviou o olhar e murmurou uma coisa indistinta sobre cavalos de presente.

SE JACOB NO QUEBRASSE AS REGRAS (inclui o eplogo original)

A maior diferena (e  uma diferena enorme) entre o primeiro rascunho de New Moon e a cpia final  essa: originalmente, Bella nunca descobriu o que havia de errado 
com Jacob. Naquela poca era um livro mais curto, que deixava de fora as setenta pginas cruciais nas quais Jacob e Bella dividem todos os seus segredos e fortalecem 
sua relao em uma coisa que transcende a amizade. 
(Antes que voc continue lendo, no deixe que esta verso te confunda. No foi assim que realmente aconteceu. Enquanto o meu conhecimento do personagem de Jacob 
crescia, essa verso original parecia mais e mais inaceitvel. ( claro que Jacob ia quebrar as regras, ele  Jacob!) Isso  um esqueleto -, s ossos, nada de carne). 
Tente imaginar isso: Bella vai at a casa de Jacob pra exigir a verdade sobre o-culto. Jacob aparece com Sam e os outros, e a concorda em conversar privadamente 
com Bella. Ele dispensa ela (na falta de uma palavra melhor pra descrever) e ela fica com o corao partido pela segunda vez no livro. Ok, isso tudo parece familiar. 
Mas a naquela noite nada acontece. Jacob no quebra as regras e entra pela janela dela pra conversar com ela. Jacob no d nenhuma pista a ela, tentando ajuda-la 
descobrir o que ela j sabe. Bella ainda est isolada, sozinha. Ela no tem idia de que Victoria est por a, caando ela, ou que os lobisomens esto por l, protegendo 
ela. 
Bella, no entanto,  persistente demais pra receber um no como resposta de Jacob. Ela no tem os mesmos problemas de auto-merecimento que interferiram em seu relacionamento 
com Edward de New Moon pra impedi-la aqui. No, Jacob DEVE a ela mais que isso, e ela vai cobrar o que lhe  devido. 
Ela, porm, no consegue encontrar ele, e eventualmente a procura dela a leva at o topo dos penhascos. Ela se lembra de observar a gangue mergulhar em direo  
plenitude, vocs sabem como ela fica boba com suas alucinaes. Mergulhar de penhascos  a inspirao dela nessa verso. Quando Jacob salva a vida dela dessa vez, 
a interao entre eles sofre uma virada de 180 graus da verso final... 

-Como ns vamos sair daqui?- Eu tossi e botei as palavras pra fora. Eu estava com tanto frio agora que no conseguia sentir muito mais alm do calor do corpo dele 
enquanto ele me segurava cuidadosamente acima das ondas, e as dores nas minhas costas. Parecia que a corrente estava puxando as minhas pernas, sem querer desistir, 
mas elas estavam dormentes e eu podia estar s imaginando. 
-Eu vou te rebocar at a praia. Voc vai ficar imvel como se estivesse inconsciente e no vai lutar. Isso vai facilitar as coisas-. 
-Jake-, eu disse ansiosamente. -A gua  forte demais. Voc provavelmente no vai conseguir nem sozinho, quanto mais me levando-. 
-Eu te pesquei, no foi?- Ele estava me segurando com fora demais pra que eu pudesse ver seu rosto, mas a voz dele estava presumida. 
-Voc pescou-, eu disse duvidosamente. -Como voc fez isso? A corrente...
- Eu sou mais forte do que voc- 
Eu teria discutido, mas bem nessa hora a gua resolveu sair do meu estmago. 
-Tudo bem-, ele disse, quando eu terminei de vomitar. -Eu preciso te tirar daqui. Lembre-se, fique parada-. 
Eu estava fraca demais pra discutir, mas eu estava morrendo de medo de abandonar a segurana das rochas e deixas as ondas me pegarem de novo. Reconciliada como eu 
estava com a idia de que eu estava me afogando h dois minutos atrs, agora eu estava com medo. Eu no queria voltar para a escurido. Eu no queria que a gua 
cobrisse meu rosto novamente. 
Eu pude sentir quando Jacob pulou da rocha. Eu estava de costas e ele estava me segurando por baixo dos braos enquanto se impulsionava para a costa. A gua agitada 
nos alcanou, e eu entrei em pnico e comecei a chutar. 
-Pare com isso-, ele disparou. 
Eu lutei pra ficar imvel, e era mais difcil do que eu havia imaginado, mesmo apesar dos meus membros exaustos, doloridos no quererem nada alm de ficar imveis. 
Foi incrvel, ns passamos atravs da gua como se uma linha estivesse nos guiando at a costa. Jacob era o nadador mais forte que eu j havia visto. Os empurres 
e apertos da corrente pareciam inteis pra romper a forte rota que ele havia cortado atravs das ondas. E ele era rpido. Recorde mundial de velocidade. 
A eu senti areia arranhando os meus joelhos. 
-Tudo bem, voc pode se levantar, Bella-. 
Assim que ele me largou, eu ca de cara nas primeiras ondas que tinham a altura do meu joelho. 
Ele me puxou pra fora antes que eu pudesse botar mais gua pra dentro, me jogando com facilidade por cima de seu ombro e marchando pela areia. Ele no disse nada, 
mas a respirao dele parecia irritada. 
-Bem ali-, ele murmurou pra si mesmo, e mudou de direo. Eu s pude ver, enquanto oscilava no ombro dele, seu p descalo deixando pegadas enormes na areia molhada. 
Ele me colocou numa trilha de areia que realmente parecia seca. Estava escuro aqui eu me dei conta de que estvamos em uma caverna superficial que a mar havia separado 
das rochas. A chuva no podia me alcanar diretamente, mas pequenos salpicos de chuvisco chicoteavam na areia l fora e batiam em mim. 
Eu estava tremendo com tanta fora que os meus dentes estavam se batendo, o som parecia com o de castanholas em alto volume. 
-Venha aqui-, Jacob disse, mas eu no tive que me mexer. Ele passou seus braos ao meu redor e me segurou com fora em seu peito nu. Eu estremecia, mas ele estava 
imvel. A pele dele estava quente demais, como se a febre tivesse voltado. 
-Voc no est congelando?-, eu gaguejei. 
-No- 
Eu me senti envergonhada. No apenas ele tinha sido exponencialmente melhor que eu na gua, mas agora ele tinha que me fazer parecer ainda mais fraca. 
-Eu sou uma fracassada-, eu murmurei. 
-No, voc  normal - A amargura estava l na voz dele. Ele mudou de assunto rapidamente, sem me dar a chance de perguntar o que ele estava querendo dizer. -Ser 
que voc se importa em me dizer o que diabos voc pensou que estava fazendo?- Ele quis saber. -Mergulhando do penhasco. Recreao-. Inacreditvel, mas ainda havia 
gua no meu estmago. Ela escolheu esse momento pra reaparecer. 
Ele esperou at que eu pudesse respirar de novo. 
-Parece que voc se divertiu-. 
-Eu me diverti, at atingir a gua. Ser que no devamos procurar alguma ajuda ou coisa assim?- Meus dentes ainda estavam se chocando, mas ele entendeu o que eu 
disse. 
-Eles esto vindo-. 
-Quem est vindo?- Eu perguntei, suspeitando, e surpresa. 
-Sam e os outros-. 
Eu fiz uma careta. 
-Como eles vo saber que precisamos de ajuda?- Meu tom estava ctico. 
Ele bufou. 
-Porque eles me viram correr e me jogar no penhasco atrs de voc-. 
-Voc estava me observando?- Eu acusei com fraco ultraje. 
-No, eu te ouvi gritar. Se eu tivesse te visto eu teria te parado. Aquilo foi muito estpido, sabe-. 
-Seus amigos fazem isso-. 
-Eles so mais fortes que voc-. 
-Eu sou uma boa nadadora-. Eu protestei, apesar das provas em contrrio. 
-Em uma piscina de plstico-, ele discutiu. -Bella, tem um furao se formando aqui. Voc no considerou isso nem um pouco?- 
-No-, eu admiti. 
-Estpida-, ele repetiu. 
--. Eu concordei com um suspiro. Eu estava com muito frio e muito cansada. 
-Fique acordada-, Jacob me sacudiu com fora. 
-Corta essa-, eu insisti. -Eu no vou dormir.- 
-Ento abra seus olhos-. 
Verdadeiramente, eu no percebi que eles estavam fechados. Eu no disse isso a ele. Eu simplesmente os abri e disse "T bom". 
-Jacob?- O chamado soou claramente apesar do barulho do vento e das ondas. A voz era muito profunda. 
Jacob se inclinou pra longe pra no gritar no meu ouvido. 
-Na caverna, Sam!- 
Eu no ouvi eles se aproximando. Abruptamente, a pequena caverna estava lotada de pernas marrom-escuras. Eu olhei pra cima, sabendo que meus olhos estavam cheios 
de desconfiana e raiva, consciente da proximidade de Jacob. Seus braos me protegiam, mas de repente eu senti eu era a protetora. 
O rosto calmo de Sam foi a primeira coisa que eu vi. Uma confusa sensao de dj vu me dominou. A caverna escura no era muito diferente da floresta  noite, e, 
de novo, eu estava fraca e desamparada a seus ps. Ele estava me salvando de novo. Eu encarei ele, incomodada. 
-Ela est bem?- ele perguntou a Jacob com a voz segura do nico adulto entre as crianas. 
-Eu estou bem-, eu murmurei. 
Ningum me ouviu. 
-Ns precisamos aquec-la, ela est ficando sonolenta- Jacob respondeu pra ele. 
-Embry?- Sam chamou, e um dos garotos deu um passo  frente pra entregar uma pilha de cobertores a Jacob. O tom de comando na voz de Sam me irritou imensamente. 
Era como se nenhum deles pudesse fazer alguma coisa at que ele desse permisso. Eu o encarei ferozmente enquanto Jacob enrolava os cobertores grossos ao meu redor. 
-Vamos tirar ela daqui-, Sam instruiu calmamente. Ele se inclinou na minha direo com as mos pra fora, mas parou quando eu me afastei dele. 
-Eu levo ela, Sam-, Jacob disse, colocando seus braos embaixo de mim e me levantando fluidamente enquanto ficava de p. 
-Eu posso andar-, eu protestei. 
-T bom-, Jacob me colocou de p e esperou. 
Meus joelhos fraquejaram. Sam me segurou enquanto eu caa; instintivamente, eu lutei contra as mos dele. 
Jacob me agarrou de novo, me puxando pra longe de Sam e me jogando em seus braos. Ele era ridiculamente forte pra sua idade. Eu fiz uma careta furiosa quando Sam 
apertou os cobertores ao meu redor. 
-Paul, voc est com aquela capa de chuva?- 
Outro garoto deu um passo  frente sem dizer uma palavra e adicionou uma camada de plstico pra cobrir os cobertores. 
Foi nesse ponto, embrulhada em camadas de proteo, que eu me dei cota de que Sam e os outros no estavam mais vestidos do que Jacob. Eu tinha presumido que Jacob 
havia tirado a maioria de suas roupas antes de pular atrs de mim, mas eles estavam todos de ps descalos e com os peitos nus, cada um deles usando apenas shorts 
ou um par de jeans cortados, pingando de to molhados pela chuva. A chuva pingava de seus cabelos e deslizava em curvas pelo marrom suave dos seus peitos; eles no 
pareciam notar. Embaixo da minha pilha de cobertores, eu tremia incontrolavelmente e me sentia como um beb ridculo. 
-Vamos-, Sam ordenou, e eles saram da caverna. 
Havia uma trilha que seguia praia acima. Eles se moviam agilmente pelo caminho ngreme, Jacob to rapidamente como o resto. Ningum se ofereceu para ajuda-lo, e 
ele nunca pediu ajuda. Jacob no parecia estar incomodado por suas mos no estarem livres. Ele nunca vacilou. 
Sam e os outros trs iam na nossa frente, e, enquanto eu observava subirem com facilidade pela montanha, eu fiquei surpreendida de ver o quanto eles combinavam bem 
o caminho natural. Eles se camuflavam harmoniosamente com as cores das rochas e das rvores, o movimento do vento; eles pertenciam a esse lugar. 
Eu olhei pra Jacob, e ele combinava tambm. As nuvens e a tempestade e a floresta emolduravam seu novo rosto perfeitamente. Ele parecia at mais natural, mais em 
casa, do que o meu Jacob feliz j havia parecido em sua garagem caseira, o seu prprio reino. Isso era perturbador. 
Ns havamos chegado mais longe na estrada do que eu havia imaginado. Eu podia ver um vago caroo, com uma cor ruiva  Sul, e eu adivinhei que ele fosse minha caminhonete. 
Eu queria tentar caminhar de novo, mas Jacob ignorou meus rogos murmurados. Eles ficaram na extremidade da floresta, como se eles pudessem se mover com mais velocidade 
entre as rvores do que na estrada. E eles estavam se movendo rapidamente; a minha caminhonete estava se aproximando mais rapidamente do que devia. 
-Onde esto as suas chaves?- Jacob perguntou enquanto nos aproximvamos. A respirao dele ainda estava uniforme e regular. 
-No meu bolso-, eu respondi automaticamente antes de me dar conta do que ele estava sugerindo. 
-D elas pra mim-. 
Eu encarei ele, mas o rosto dele estava calmo e determinado. Solenemente, eu forcei minha mo a entrar no meu jeans molhado e procurei minha chave. Eu afastei os 
cobertores at que minha mo estava livre. Eu a levantei. 
-Pra voc ou pra Sam?- eu perguntei amargamente. 
Ele revirou os olhos. 
-Eu vou dirigir-. 
Em um movimento sbito, rpido, ele inclinou a cabea na minha direo e arrancou a chave da minha mo com os dentes. 
-Hey!- eu me opus, assustada, enquanto pulava nos braos dele. 
Ele sorriu maliciosamente atravs da chave. 

A seo anterior pareceu uma boa introduo para o eplogo original de New Moon. Enquanto ns continuamos nesse universo alternativo, lembre que, enquanto Bella 
sabe que h algo errado com Jacob, ela ainda no faz idia de que ele  um lobisomem. No eplogo, ela e Edward esto juntos de novo em Forks, e as coisas esto de 
volta ao normal...

New Moon - Notcias de Rosalie

O telefone no meu bolso vibrou de novo. Era a vigsima quinta vez em vinte e quatro horas. Eu pensei em abrir o telefone, pelo menos pra ver quem estava tentando 
entrar em contato comigo. Talvez fosse importante. Talvez Carlisle precisasse de mim. 
Eu pensei nisso, mas eu no me movi. 
Eu no estava precisamente certo de onde eu estava. Algum sto onde eu s podia me arrastar, cheio de ratos e baratas. As aranhas me ignoraram, e os ratos me deram 
bastante espao. O ar estava pesado com os cheiros fortes de leo de cozinha, carne ranosa, suor humano, e a camada praticamente slida de poluio que na verdade 
era visvel no ar mido, como se fosse uma camada preta por cima de tudo. 
Abaixo de mim, quatro andares de uma habitao raqutica do gueto estavam atreladas de vida. Eu no me importei em separar os pensamentos das vozes - elas faziam 
um grande barulho, alto em Espanhol que eu no escutava. Eu s deixei os sons saltarem por cima de mim. Inexpressivo. Tudo isso era inexpressivo. Minha prpria existncia 
era inexpressiva. O mundo inteiro era inexpressivo. 
Minha testa estava pressionada nos meus joelhos, e eu me perguntei quanto tempo mais eu seria capaz de agentar tudo isso. Talvez isso tudo fosse desesperanado. 
Talvez, se a minha tentativa j estava mesmo predestinada ao fracasso, eu devia parar de me torturar e simplesmente voltar... 
A idia era poderosa, to curativa - como se as palavras contivessem um forte anestsico, levando embora a montanha de dor na qual eu estava enterrado - que me deixou 
ofegante, me fez ficar tonto. 
Eu podia ir embora agora, eu podia voltar. 
O rosto de Bella, sempre atrs das minhas plpebras, sorriu pra mim. 
Era um sorriso de boas vindas, de perdo, mas ele no teve o efeito que o meu subconsciente provavelmente esperava que ele tivesse. 
 claro que eu no podia voltar. O que era a minha dor, afinal, em comparao com a felicidade dela? Ela devia ser capaz de sorrir, livre do medo e do perigo. Livre 
de esperar por um futuro sem alma. 
Ela merecia mais que isso. Ela merecia mais que eu. Quando ela deixasse esse mundo, ela deveria ir para um lugar melhor que foi pra sempre trancado pra mim, no 
importava o quanto eu me comportasse bem aqui. 
A idia da separao final era muito mais intensa do que a dor que eu j sentia. Meu corpo tremeu com ela. Quando Bella fosse para o lugar onde ela pertencia e eu 
nunca poderia ir, eu no ficaria pra trs aqui. Deve haver o esquecimento. Deve haver o alvio. 
Essa era a minha esperana, mas no haviam garantias. Dormir, por acaso sonhar. 
Sim, h a dor, eu citei para mim mesmo. Quando eu virasse cinzas, ser que mesmo assim de alguma forma eu ainda sentiria a tortura da perda dela? 
Eu estremeci de novo. 
E, maldio, eu havia prometido. Eu havia prometido a ela que nunca mais assombraria a sua vida, trazendo os meus demnios negros pra dentro dela. E eu no ia dar 
pra trs com a minha palavra. Ser que eu no podia fazer nada de correto por ela? Absolutamente nada? A idia de voltar para a cidadezinha nublada que sempre foi 
o meu verdadeiro lar nesse planeta serpenteou os meus pensamentos de novo. 
S pra checar. S pra ver de ela est bem e a salvo e feliz. No pra interferir. Ela nunca saberia que eu estava l... 
No. Droga, no. 
O telefone vibrou de novo. 
-Maldio, maldio, maldio-, eu rosnei. 
Eu podia usar isso como distrao, eu pensei. Eu abri o telefone e olhei o nmero que estava registrado e senti o primeiro choque que havia sentido em meio ano. 
Porque Rosalie estaria ligando pra mim? Ela provavelmente era a nica pessoa que estava aproveitando a minha ausncia. 
Devia estar acontecendo alguma coisa realmente errada se ela estava precisando falar comigo. Repentinamente preocupado com a minha famlia, eu apertei o boto pra 
atender.
 -O que?-, eu perguntei tensamente. 
-Oh, uau.Edward atendeu o telefone! Eu me sinto to honrada-.
Assim que eu ouvi o tom dela, eu soube que minha famlia estava bem. Ela devia estar s entediada. 
Era difcil saber as motivaes dela sem ter os seus pensamentos como guia. Rosalie nunca fez muito sentido pra mim. Os impulsos dela geralmente eram baseados nas 
lgicas mais enroladas. 
Eu fechei o telefone. 
-Me deixe em paz-, eu sussurrei pra ningum. 
 claro que o telefone vibrou de novo. 
Ser que ela continuaria ligando at ter passado qualquer que fosse a mensagem que ela estava planejando pra me chatear? Provavelmente. Iam demorar meses at que 
ela se cansasse desse joguinho. Eu brinquei com a idia de deixar ela apertar o boto de re-discagem pelo prximo anos inteiro... e depois eu suspirei e atendi o 
telefone de novo. 
-Acaba logo com isso-.
Rosalie se apressou nas palavras. 
-Eu pensei que voc ia gostar de saber que Alice est em Forks-.
Eu abri os meus olhos e encarei as vigas de madeira corrida que ficavam a trs centmetros do meu rosto. 
-O que?-, minha voz estava vazia, sem emoo. 
-Voc sabe como Alice  - ela acha que sabe tudo. Como voc.- Rosalie gargalhou sem humor. A voz dela tinha uma pontada de nervosismo, como se ela de repente estivesse 
insegura sobre o que estava fazendo. 
Mas a minha raiva no deixou eu me importar em saber qual era o problema de Rosalie. Alice havia jurado que seguiria as minhas instrues em considerao  Bella, 
apesar dela no concordar com a minha deciso. Ela prometeu que deixaria Bella em paz... enquanto eu deixasse. Claramente ela achava que um dia eu ia me render  
dor. Talvez ela estivesse certa em relao  isso. 
Mas eu no havia. Ainda. Ento o que ela estava fazendo em Forks? Eu queria torcer o pescoo magrelo dela. No que Jasper fosse me deixar chegar assim to perto 
dela, quando ele sentisse o poder da fria em mim... 
-Voc ainda est a, Edward?- 
Eu no respondi. Eu apertei o osso do meu nariz com as pontas dos meus dedos, me perguntando de um vampiro podia tomar remdio pra dor de cabea. 
Por outro lado, se Alice j havia voltado... 
No. No. No. No. 
Eu havia feito uma promessa. Bella merecia uma vida. Eu havia feito uma promessa. Bella merecia uma vida. 
Eu repeti as palavras como se fossem uma reza, tentando limpar da minha cabea a imagem sedutora da janela escura de Bella. A porta de entrada para o meu nico santurio. 
Sem dvida eu teria que rastejar, quando eu voltasse. Eu no me importava com isso. Eu podia passar a prxima dcada de joelhos e feliz se eu estivesse com ela. 
No. No. No. 
-Edward? Voc nem se importa com o porqu de Alice estar l?- 
-No particularmente-.
A voz de Rosalie se tornou um pouco presumida agora, agradada, sem dvida, por haver me forado a responder. 
-Bem,  claro que ela no est exatamente quebrando as regras. Quer dizer, voc s nos avisou pra que ficssemos longe de Bella, certo? O resto de Forks no importa-.
Eu pisquei meus olhos lentamente. Bella tinha ido embora? Meus pensamentos circularam ao redor dessa idia inesperada. Ela ainda no havia se formado, ento ela 
devia ter voltado para a me. Isso era bom. Ela deveria viver no sol. Era bom que ela tivesse sido capaz de colocar as sombras pra trs dela. 
Eu tentei engolir, e no consegui. 
Rosalie soltou uma risada nervosa. 
-Ento voc no precisa ficar com raiva de Alice-. 
-Ento pra que foi que voc me ligou, Rosalie, se no foi pra envolver Alice em problemas? Porque  que voc est me incomodando? Ugh!- 
-Espere!-, ela disse, pressentindo, com razo, que eu ia desligar o telefone de novo. -No foi por isso que eu liguei-.
-Ento porque? Me diga rpido, e depois me deixe em paz 
-Bem-, ela hesitou. 
-Bota pra fora, Rosalie. Voc tem dez segundos-.
-Eu acho que voc devia voltar pra casa-, Rosalie disse com pressa. -Eu estou cansada desse pesar de Esme e de Carlisle que no sorri nunca. Voc devia se envergonhar 
muito do que fez com eles. Emmett sente a sua falta o tempo todo e isso j est me deixando nervosa. Voc tem uma famlia. V se cresce e pensa em algum alm de 
si mesmo-.
-Conselho interessante, Rosalie. Me deixe te contar uma historinha sobre um espelho...- 
-Eu estou pensando neles, diferente de voc. Ser que voc no se importa nem um pouquinho com o que est fazendo com Esme, se no com os outros? Ela ama mais voc 
do que o resto de ns, voc sabe disso. Venha pra casa-.
Eu no respondi. 
-Eu pensei que quando essa coisa de Forks estivesse resolvida, voc ia superar tudo-.
-Forks nunca foi o problema, Rosalie-, eu disse, tentando ser paciente. O que ela disse sobre Carlisle e Esme tinha atingido uma veia. -S porque Bella- - era difcil 
dizer o nome dela em voz alta - -se mudou para a Flrida, isso no significa que eu sou capaz de... Olha, Rosalie. 
Eu realmente lamento muito, mas, confie em mim, eu no faria ningum mais feliz se eu estivesse a-.
-Umm-
L estava, a hesitao nervosa de novo. 
-O que  que voc no est me contando, Rosalie. Esme est bem? Carlisle est -
-Eles esto bem.  s que... bem, eu no disse que Bella havia se mudado-.
Eu no falei. Eu repassei a conversa na minha cabea. Sim, Rosalie havia dito que Bella tinha se mudado. Ela tinha dito:... Voc s tinha nos avisado pra ficar longe 
de Bella, certo. O resto de Forks no importa. E depois:Eu pensei que quando essa coisa de Forks estivesse resolvida... Ento Bella no estava em Forks. O que ela 
queria dizer com, Bella no havia se mudado? 
Ento Rosalie se apressou nas palavras de novo, as dizendo quase com raiva dessa vez. 
-Eles no quiseram te dizer, mas eu acho isso estpido. Quanto mais rpido voc superar isso, mais cedo as coisas vo voltar ao normal. Pra que deixar voc feito 
um palerma nos esquinas escuras do mundo quando no existe necessidade pra isso? Voc pode voltar pra casa agora. Ns podemos ser uma famlia de novo. Est acabado-.
Minha mente parecia estar se quebrando. Eu no conseguia entender o sentido das palavras dela. Era como se houvesse alguma coisa muito, muito bvia que ela estava 
me dizendo, mas eu no tinha idia do que era. 
Meu crebro brincou com a informao, fazendo estranhos padres com ela. Sem sentido. 
-Edward?- 
-Eu no entendo o que voc est tentando me dizer, Rosalie-.
Uma longa pausa, a durao de algumas batidas de corao humano. 
-Ela est morta Edward-.
Uma pausa mais longa. 
-Eu... lamento. Porm, voc tinha o direito de saber, eu acho. Bella... se jogou de um penhasco h dois dias atrs. Alice viu, mas era tarde demais pra fazer alguma 
coisa. Mas eu acho que ela teria ajudado, quebrado a palavra dela, se houvesse tido tempo. Ela voltou pra fazer o que podia por Charlie. Voc sabe como ela sempre 
se importou por ele --
O telefone ficou mudo. Eu levei alguns segundos pra perceber que havia desligado o telefone. 
Eu me sentei na escurido poeirenta com um tempo longo, congelado. Era como se o tempo tivesse acabado. Como se o universo tivesse parado. 
Lentamente, me movendo como um homem velho, eu liguei o telefone de novo e liguei para o nico nmero que eu prometi a mim mesmo que nunca ligaria de novo. 
Se ela atendesse, eu ia desligar. Se fosse Charlie, eu ia pegar a informao que precisava por algum subterfgio. Eu ia provar que a piadinha doentia de Rosalie 
estava errada, e depois ia voltar para o meu vazio. 
-Residncia dos Swan-, atendeu uma voz que eu nunca tinha ouvido antes. Uma voz de homem rouca, profunda, mas ainda jovem. 
Eu no parei pra pensar nas implicaes disso. 
-Aqui  o Dr. Carlisle Cullen-, eu disse, imitando perfeitamente a voz de meu pai. -Ser que eu poderia por favor falar com Charlie?- 
-Ele no est aqui-, a voz disse, e eu fiquei levemente surpreso pela raiva contida nela. As palavras foram quase um rugido. Mas isso no importava. 
-Bem, onde ele est ento?-, eu quis saber, ficando impaciente. 
Houve uma curta pausa, como se o estranho estivesse tentando esconder a informao de mim. 
-Ele est no funeral-, o garoto finalmente respondeu. 
Eu desliguei o telefone de novo.

NEW MOON - Erro de Calculo

Um pequeno murmrio de som - no aqui,  umas centenas de metros ao norte - me fez pular. Minha mo agarrou automaticamente o telefone, trazendo o telefone mais 
pra perto e escondendo ele com o mesmo movimento. 
Eu joguei meu cabelo por cima do ombro, dando uma olhadinha para as altas janelas que davam para a floresta. O dia estava escuro e sombrio; o meu prprio reflexo 
era mais claro do que as rvores e as nuvens. Eu olhei para os meus olhos arregalados, alarmados, os meus lbios estavam curvados pra baixo nos cantos, havia uma 
pequena ruga vertical entre as minhas sobrancelhas... 
Eu fiz uma carranca, apagando a expresso de culpa e colocando uma de escrnio em seu lugar. Um escrnio atraente. 
Ausentemente eu reparei o quanto aquela expresso furiosa combinava com o meu rosto, contrastando muito bem com o dourado benigno dos meus cachos grossos. Ao mesmo 
tempo, os meus olhos rastreavam a floresta vazia do Alaska, e eu fiquei aliviada de ver que eu ainda estava sozinha. O som no era nada - um pssaro ou a brisa. 
No havia motivo para alvio, eu disse pra mim mesma. No h motivo para culpa. Eu no havia feito nada de errado. 
Ser que os outros estavam planejando nunca contar a verdade a Edward? Deix-lo chafurdar na angstia em uma favela suja pra sempre, enquanto Esme vivia pesarosa 
e Carlisle ficava tentando adivinhar todos os seus passos e a alegria natural da existncia de Emmett ia se secando junto com a sua solido? 
Como isso era justo? 
Alm do mais, no tinha jeito de esconder segredos de Edward por muito tempo. Mais cedo ou mais tarde ele teria vindo nos encontrar, pra ver Alice ou Carlisle por 
algum motivo, e a ele iria descobrir a verdade. Ser que ele ia nos agradecer por termos mentido pra ele com o nosso silncio? Dificilmente. Edward sempre tinha 
que saber de tudo; ele vivia por aquele sentido de oniscincia. Ele teria um enorme acesso de fria, e isso ia ficar ainda pior pelo fato de termos escondido a morte 
de Bella dele. 
Quando ele se acalmasse e superasse toda essa baguna, ele provavelmente ia me agradecer por ter sido a nica a corajosa o suficiente pra ser honesta com ele. A 
quilmetros de distncia, um gavio gritou; o som me fez pular e eu olhei para a janela de novo. Meu rosto continuava com a mesma expresso de raiva de antes, e 
eu rosnei pra mim mesma no vidro. 
Tudo bem, ento eu tinha a minha prpria agenda. Ser que era uma coisa to ruim querer que a minha famlia estivesse junta de novo? Ser que era to egosta sentia 
falta da paz de todos os dias, da alegria subjacente que eu j considerava garantida, a alegria que Edward havia levado com ele naquele avio? 
Eu s queria as coisas do jeito como elas eram antes. O que havia de errado? No parecia to horrvel. Afinal, eu no havia feito isso somente por mim, mas por todos. 
Esme e Carlisle e Emmett. No tanto por Alice, apesar de eu ter pensado... Mas Alice tinha estado to certa da forma como as coisas terminariam no final - que Edward 
seria incapaz de ficar longe da sua namoradinha humana - que ela nem se incomodou em lamentar. Alice sempre funcionou de um jeito diferente do resto de ns, trancada 
em sua realidade que estava sempre mudando. J que Edward era o nico que podia participar da sua realidade, eu pensei que a ausncia dele seria mais difcil pra 
ela. Mas ela estava segura como sempre, vivendo o futuro, com sua mente em um tempo onde o seu corpo no podia alcan-la. Sempre to calma. No entanto, ela ficou 
frentica o suficiente quando viu Bella pular... 
Ser que eu havia sido muito impaciente? Agido rpido demais? 
Eu precisava ser honesta comigo mesma, porque Edward veria cada pedacinho da petulncia na minha deciso assim que ele chegasse em casa. Eu precisava saber das minhas 
ms motivaes e aceit-las agora. 
Sim, eu tinha inveja do jeito que Alice se sentia em relao  Bella. Ser que Alice ia sair correndo com tanta pressa, to louca de pnico, se ela tivesse visto 
que era eu pulando de um penhasco? 
Ser que ela precisava amar aquela garota humana comum to mais do que a mim? Mas a inveja era s uma coisinha pequena. Eu posso ter apressado a minha deciso, mas 
no foi isso o que me controlou. Eu teria ligado pra Edward da mesma maneira. 
Eu tinha certeza de que ele preferia a minha honestidade cega do que a decepo mais gentil dos outros. A bondade deles estava condenada desde o incio; Edward ia 
ter que voltar pra casa eventualmente. 
E agora ele ia voltar pra casa mais cedo. 
No era s da felicidade da minha famlia que eu sentia falta. 
Honestamente eu tinha saudades de Edward tambm. Eu sentia falta das observaes agudas dele, o humor negro que estava mais em sintonia com o meu prprio, do que 
o esprito ensolarado, e as piadas de Emmett. Eu sentia falta da msica - o som dele no volume mais alto no seu estdio improvisado, e do piano, o som de Edward 
tecendo os seus pensamentos geralmente remotos e deixando-os transparentes atravs da msica. Eu sentia falta dele sussurrando na garagem ao meu lado enquanto tunvamos 
os carros, o nico momento em que estvamos em perfeita sintonia. 
Eu sentia falta do meu irmo. Certamente ele no me julgaria muito mal quando visse isso nos meus pensamentos. 
Seria desconfortvel por um tempo, eu sabia disso. Mas quanto mais cedo ele voltasse pra casa, mais cedo as coisas voltariam ao normal de novo... 
Eu procurei em minha mente algum pesar por Bella, e fiquei satisfeita de ver que eu lamentava pela garota. Um pouco. Pelo menos, isso: ela fez Edward feliz de um 
jeito que eu nunca o havia visto antes.  claro, ela tambm o deixou mais infeliz do que qualquer outra coisa em seu sculo de vida. Mas eu ia sentir falta da paz 
que ela deu pra ele durante aqueles poucos meses. Eu realmente lamentava a perda dela. 
Esse pensamento fez eu me sentir melhor em relao a mim mesma, complacente. Eu sorri para o meu prprio rosto no vidro, cercado pelos meus cabelos dourados e as 
paredes vermelhas da sala de estar longa, confortvel de Tnia, e aproveitei a vista. 
Quando eu sorria, no havia mulher ou homem nesse planeta, mortal ou imortal, que pudesse se comparar a mim em padres de beleza. Esse era um pensamento confortante. 
Talvez eu no fosse a pessoa mais fcil pra se conviver. Talvez eu fosse superficial e egosta. Talvez eu tivesse um carter melhor se tivesse nascido com um rosto 
comum e um corpo sem graa. Talvez eu fosse mais feliz dessa forma. Mas isso era impossvel de comprovar. Eu tinha a minha beleza; era uma coisa com a qual eu podia 
contar. Meu sorriso aumentou. 
O telefone tocou e eu automaticamente apertei minha mo, apesar do som ter vindo da cozinha, no do meu pulso. 
Eu soube imediatamente que era Edward. Ligando pra checar a informao que eu tinha dado. Ele no confiava em mim. Aparentemente, ele me achava cruel o suficiente 
pra fazer piada com isso. Eu fiz uma carranca enquanto me movimentava para a cozinha pra atender o telefone de Tnia. 
O telefone estava bem na pontinha do longo balco de aougue. Eu o peguei antes que o toque acabasse, e me virei para olhar para as portas Francesas enquanto atendia. 
Eu no queria admitir, mas eu sabia que estava esperando a volta de Emmett e Jasper. Eu no queria que eles me ouvissem falando com Edward. Eles iam ficar com raiva... 
-Sim?-, eu respondi
-Rose, eu preciso falar com Carlisle agora-, Alice disparou. 
-Oh, Alice! Carlisle est caando. O que - 
-Tudo bem, assim que ele voltar-.
-O que ? Eu vou procurar por ele agora mesmo e pedir pra ele te ligar -- 
-No-, Alice interrompeu de novo. -Eu vou estar num avio. Olha, voc teve alguma notcia de Edward?- 
Foi estranha a forma como o meu estmago revirou, ele pareceu descer no meu abdmen. O sentimento veio com um estranho dej vu, uma fraca pontada de uma memria 
humana perdida a muito tempo. 
Nusea... 
-Bem, sim, Alice. Na verdade. Eu falei com Edward. H apenas alguns minutos-. Por um breve segundo eu brinquei com a idia de fingir que Edward tinha me ligado, 
s uma coincidncia ocasional. 
Mas  claro que no havia nenhuma necessidade de mentir. Edward ia me dar problemas quando voltasse pra casa. 
Meu estmago comeou a se apertar estranhamente, mas eu o ignorei. Eu decidi ficar com raiva. Alice no devia agir desse jeito comigo. Edward no queria mentiras; 
ele queria a verdade. Ele me apoiaria nisso quando voltasse pra casa. 
-Voc e Carlisle estavam errados-, eu disse. -Edward no ia gostar de ser enganado. Ele queria a verdade. Queria sim. Ento eu a dei pra ele. Eu liguei pra ele... 
Eu o liguei muito-, eu admiti. -At que ele atendeu. Deixar uma mensagem teria sido... errado-.
-Porque?-, Alice asfixiou. -Porque voc faria isso, Rosalie?- 
-Porque quando mais cedo ele se acostumar com isso, mais cedo as coisas voltaro ao normal. As coisas no iam se facilitar com o tempo, ento pra que atrasar? O 
tempo no vai mudar nada. Bella est morta. Edward ir se lamentar e depois ele vai superar.  melhor ele comear agora do que mais tarde-.
-Bem, no entanto, voc est errada das duas formas, Rosalie, ento isso seria um problema, voc no acha?-, Alice perguntou num tom furioso, violento. 
Errada das duas formas? Eu pisquei rapidamente, tentando entender. 
-Bella ainda est viva?-, eu sussurrei, sem acreditar nas palavras. S tentando descobrir a que formas Alice estava se referindo. 
-Sim,  isso mesmo. Ela est absolutamente bem --
-Bem? Voc viu ela pulando de um penhasco!- 
-Eu estava errada-
As palavras pareciam to estranhas na voz de Alice. Alice, que nunca estava errada, que nunca era pega de surpresa... 
-Como?-, eu cochichei. 
- uma longa histria-.
Alice estava errada. Bella estava viva. E eu tinha dito... 
-Bem, voc fez uma tremenda confuso-, eu rosnei, transformando o meu pesar em acusao. -Edward vai ficar furioso quando voltar pra casa-.
-Mas voc est errada sobre essa parte tambm-, Alice disse. Eu podia notar que ela estava falando por entre os dentes. - por isso que eu estou ligando...- 
-Errada sobre o que? Edward voltar pra casa?  claro que ele vai-, eu ri de zombaria. 
-O que? Voc acha que ele vai dar uma de Romeu? Ha! Como algum estpido, romntico -- 
-Sim-, Alice assobiou, a voz dela estava como gelo. -Foi exatamente isso o que eu vi-.
A dura convico das palavras dela fizeram os meus joelhos ficarem esquisitamente instveis. Eu me agarrei ao suporte de madeira da parede pra ter apoio - apoio 
que o meu corpo duro como diamante no precisava. 
-No. Ele no  to estpido. Ele - ele deve se dar conta disso - -
Mas eu no consegui terminar o resto da frase, porque eu podia na minha cabea, uma viso de mim mesma. Uma viso de mim. Uma viso impensvel da minha vida se Emmett 
deixasse de existir. Eu estremeci horrorizada pela idia. 
No - no havia comparao. Bella era s uma humana. Edward no queria que ela fosse imortal, ento no era o mesmo. Edward no podia sentir o mesmo! 
-Eu - eu no queria que as coisas fossem assim, Alice! Eu s queria que ele voltasse pra casa!-, minha voz era quase um uivo. 
- um pouco tarde pra isso, Rose-, Alice disse, mais dura e mais fria do que antes. -Guarde o seu remorso pra algum que acredite nele-.
Houve um click, e depois o som da linha. 
-No-, eu sussurrei. Eu balancei minha cabea lentamente por um momento. -Edward tem que voltar pra casa-.
Eu olhei para o meu rosto no painel de vidro das portas Francesas, mas eu no conseguia mais v-lo. Era s um vulto sem forma de branco e dourado. 
Depois, apesar de tudo,  distncia na mata, uma enorme rvore desabou erraticamente, fora de contexto com o resto da floresta. Emmett. 
Eu arranquei a porta pra fora do meu caminho. Ela fez um barulho agudo contra a parede, mas o som estava muito atrs de mim enquanto eu corria em direo ao verde.
 -Emmett!-, eu gritei. -Emmett, socorro!-






A AUTORA NO PUBLICOU CENAS OU CAPTULOS DE ECLIPSE NEM DE BREAK DOWN.




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